Se nós, nas travessuras das noites eternas, já confundimos tanto as nossas pernas, diz com que pernas eu devo seguir. Se entornaste a nossa sorte pelo chão , se na bagunça do teu coração meu sangue errou de veia e se perdeu. Como, se na desordem do armário embutido, meu paletó enlaça o teu vestido e o meu sapato inda pisa no teu.
Júlia Maestrello, 15.